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03/07/2008 01:34
A SIMPATIA DE BETHA
by Obed de Faria Jr
A Betha estava à procura
de uma boa simpatia
que fosse forte e segura,
cheia de encanto e magia.
Conselhos lhe foram dados
do que deveria fazer
para arranjar namorados
de monte para escolher.
Apesar da fé nas receitas
não creio que elas funcionem.
Se essas coisas fossem feitas
jamais faltariam homens.
Se eu pudesse eu só diria
à minha simpática amiga
que a melhor das simpatias
nela mesma é que se abriga.
Obrigada ao Obed que tem talento e humor inseparáveis!
enviada por Betha M. Costa
02/07/2008 10:50
Um pouco de ti \\Maria Elizabeth \\Betha\\
by José Aprígio da Silva - 10/02/2008.
Maria entre tantas, tu és única, a Maria do encanto.
A mulher pediatra por profissão e poetisa de talento
Rosa que inspira e encanta todos os poetas do recanto
Impressiona-me pela sutileza dos versos encantados
Assina oficialmente, Maria Elizabeth de Mendonça Costa.
Escreve deste os 14anos, a DR (a) dos versos sutis e poéticos.
Linda mulher, a mãe dedicada de dois lindos e belos filhos.
Inteligente tem sempre a necessidade de apego às letras
Zelosa no que escreve está sempre à procura rima perfeita
A poetisa campeã em versos ganhadora de alguns concursos.
Basta apenas uma palavra, nasce uma frase, uma poesia...
Estrela de primeira grandeza, a mulher comunicativa em ação.
Tem tudo a ver a pediatra, a mãe e a poetisa que nos encanta.
Hoje e no futuro, talvez numa montanha do Tibet não esqueça:
De nos brindar sempre com versos poético.
Obrigada pelo lindo presente José Aprígio!
enviada por Betha M. Costa
01/07/2008 13:47
DUAS ÉPOCAS-- (PARA A AMIGUINHA BETHA)
by Alberto da Fonseca
Época actual
Com os ténis todos sujos
jean, roto e deslavado,
Parece que assim os cujos
Dizem estar enamorados.
Minha época
Fato muito bem engomado
As calças com lindo vinco
Mas também enamorados
E as orelhas, sem brincos.
Época actual
Elas vestidas sem ter graça
Até nem parecem meninas
Mostrando bem as pernaças
E também as suas buzinas.
Minha época
Ela vestidas de simple chita
Com saias belas, bem rodadas,
Eram raparigas bem bonitas
E eram de amor desejadas.
Época actual
Hoje, qual deles é o jovem?
Elas, qual delas a jovem é?
Com brincos, nos dois chovem
Da cabeça ao umbigo e aos pés.
Minha época
Engomados os colarinhos
Com lencinho e gravata
Dançando agarradinhos
Mas juventude sensata.
Obrigada amigo "português em França"!
enviada por Betha M. Costa
30/06/2008 01:49
ACRÓSTICO - BETHA COSTA
Roque Silveira
B orboletas no sorriso
E strelas cadentes nos olhos
T ens nas mãos jóias de siso
H á no ar o teu perfume
A mor, amizade, ao lume
C ontestatária dos ventos
O nda de azul no Verão
S altos altos, movimentos:
T ristes, a subir por ti
A legres, a partir de ti
Obrigada pelo presente, amiga Roque!
enviada por Betha M. Costa
28/06/2008 02:12
POEMA SUJO
by Betha M. Costa
Ah, boca maldita!
Espichas a língua,
Lambes letras,
Mastigas palavras,
Engoles vocábulos,
E, enjoada,
Farta de literatura,
Vomitas no papel,
Amontoado di_versos.
enviada por Betha M. Costa
27/06/2008 00:43
AMORES SEM PUDORES
by Betha M. Costa
Tuas divinas mãos ornam o meu colo,
Tais colares feitos de vinte dedos,
Deslizam sobre mim de pólo a pólo,
Libertos de pudores ou de medos.
Nas fontes de silenciosos desejos,
Dispo meu corpo de suas rubras sedas,
Perco-me nos licenciosos arquejos,
Dentro de beijos grandes labaredas.
Carícias e olhares amanhecidos,
Após noite de prazeres e graças,
Exalam os cheiros adormecidos...
E aos sabores há muito conhecidos,
Degustamos em júbilo nas taças,
O bom vinho damor envelhecido.
enviada por Betha M. Costa
25/06/2008 17:47
BORBOLETA DE PAPEL
by Betha M. Costa
Admiro-te! Voas leve e linda folha,
Trazes ao corpo letras desenhadas,
Para que minha imaginação as colha,
E as pinte nas cores dalma encantadas.
Bates asas para lá e para cá,
Espalhas mágicos polens de versos,
Semeias poemas flores de manacá,
Dos tons brancos aos lilases diversos...
Que pena tua vida seja tão breve,
E com o repentino cair das chuvas,
A correnteza na sarjeta a leve!...
Ó, borboleta de papel que turvas,
Por águas ora barrentas da verve,
Acode meu amor e suas doces curvas!
enviada por Betha M. Costa
24/06/2008 01:30
FOGOS & INCENSOS
by Betha M. Costa
Coloridas fumaças perfumadas,
O teu corpo viril em brasa exala,
Inebria negras noites enluaradas,
Aura, mistério, voz que não se cala...
És mui volátil, fácil tu te espalhas,
Das malhas da fria pele ao coração,
Pelas narinas, cortes de navalhas,
Intenso desejo e alucinação.
Nos finos tecidos dalvas mortalhas,
Envolves-me a alma de emoção,
Tais fogos a queimar as leves palhas...
Rapaz, tu acendes as grandes fornalhas,
Misturas fortes incensos na mão,
E em ares que respiro me embaralhas!
enviada por Betha M. Costa
22/06/2008 23:41
JASMIM & LAVANDA
Vony Ferreira e Betha M. Costa
Guardo audaz o teu cheiro/ Mistura de lavanda e maracujá,
Nos lençóis da minha ternura,/Envolvo-me em teu abraço-barco,
Para sobreviver ao desejo/ E no cais seguro que teu corpo me dá,
De te amar nas sombras da rua./ De puras águas me encharco.
Tenho pressa desse amor,/ Vejo o sol que se arremessa,
Do teu perfume de jasmim,/ Sobre cascalho e pedra fina,
Tenho pressa de adormecer,/ Tingir de cor e promessa,
Nos teus braços de marfim,/ O que o coração em lições ensina.
Subo cansada a montanha,/ Desço os vales das lembranças,
Do teu corpo enamorado,/ Nuvens feitas de passados,
Como se um manto de penas/ Se espalham em andanças,
Me fizesse voar de novo.../ Em outros tempos encantados.
enviada por Betha M. Costa
21/06/2008 23:44
ESMERALDA & TOPÁZIO
by Carlos Assis/Betha M. Costa
Toda rainha// Todo rei de copas,
Tem sua hora na lâmina da guilhotina// Tem seu momento ouros,
Ou no avental de plebéia// Combustível nas estopas,
Na cozinha// Arde e queima tesouros...
Eu lhe procuro no meio da noite// Acha nas pedras da solidão,
Eu lhe procuro na dor do açoite// O que nunca procura,
Em todo sonho// E está ao alcance da mão,
Em todo pesadelo/ Dentro da sua loucura...
Eu lhe procuro no meio do mato// Encontra o olho do gato,
Eu lhe procuro no meio do filme// Luzindo no escuro,
Em todo quarto// Acoitado dentro do mato,
Em todo prato vazio// Um bicho sem futuro...
Falar baixo não é solução// Uiva alto lobo para a lua,
Ela sorri para as estrelas// Cheia de sim e ora de não,
As luzes piscam// A fazer de conta que é sua,
E as nuvens dançam// A pedra verde da sua canção.
Eu lhe procuro no meio da rua// Você me acha na mente nua,
Eu lhe procuro no meio do copo// No reflexo no fundo da taça,
Em toda esquina// Naquela pedra bruta e crua,
Em todo bar// Que lapidada perde a graça.
Eu lhe procuro no meio do diário oficial// Você me acha no paralelo,
Eu lhe procuro no meio das notícias// Das listas da sua velha TV,
Em toda igreja// Encontra-me no que é belo,
Em todo jardim// E o olho faz questão de não vê.
A mente não planta// Mente a mente abstrata,
Abandone as idéias// Tem no corpo uma moréia,
Ouça o coração// Que sacode e não se trata,
A alma sopra movimento// Do mal que lhe faz a coréia.
Eu lhe procuro no meio da cama// Você me acha na grama,
Eu lhe procuro no meio do verso// Na chuva que meu corpo molha,
Em toda lama// No centro da sua cama,
Em todo salto alto// Quando você não me olha.
Eu lhe procuro no meio do abecedário// Você me acha na letra esquecida,
Eu lhe procuro no meio do obituário// No meio do poema não escrito,
Em todas as datas do calendário// Na palma da mão aquecida,
Em todos os campos do formulário// Por dentro do meu vestido.
Toda rainha// Todo rei de copas,
Tem sua hora na lâmina da guilhotina// Tem seu momento ouros,
Ou no avental de plebéia// Combustível na estopa,
Na cozinha// Arde e queima tesouros...
enviada por Betha M. Costa
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